quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Caminhos para o amor
Antes de iniciar a leitura deste texto, responda a seguinte pergunta: _Quem é a pessoa mais importante de sua vida?
Qualquer que tenha sido sua resposta e por mais razões que você tenha para dizer o nome de outra pessoa, se não respondeu que a pessoa que mais lhe importa é você mesma, sinto lhe dizer: sua resposta equivocada pode colocar em risco não só você, como todos os que cruzarem o seu caminho.
Descobrimos prematuramente que recebemos os cuidados necessários a nossa sobrevivência, na medida em que somos amados. É por afeto, que somos tratados com zelo. A partir dessa premissa, aprendemos que de certa forma, o amor nos protege e nos preserva. Assim nasce nossa necessidade de sermos amados, quase que, como condição para nos mantermos íntegros física e emocionalmente.
Até que aprendemos a nos amar, antes de tudo e acima de qualquer outra pessoa. Sei que isto soa um pouco egoísta, mas compreendi que sem amor próprio, não sou só incapaz de amar outra pessoa, mas posso colocar em risco a vida de outros. Quer um exemplo bem simples? Quando dentro de uma aeronave, a comissária de bordo faz as instruções no caso de uma pane, ela alerta: “em caso de você precisar socorrer qualquer outra pessoa ao seu lado, coloque primeiro a máscara de oxigênio em você, e só depois na criança ou em outra pessoa que precisar de sua ajuda.”
Nunca havia prestado atenção a este detalhe até fazer minha primeira viagem de avião com meu filho, que tinha na época, pouco mais de um ano de idade. A primeira vista estas instruções me pareceram inadequadas, até que compreendi que se eu perdesse os sentidos por falta de oxigênio, eu provavelmente morreria e não conseguiria ajudar meu filho, que ficaria sem a proteção de alguém conhecido, de um familiar.
Depois deste episódio, sempre que eu precisava pensar em termos de segurança, fazia exatamente esta avaliação, com base nesta experiência. Se não me sentir bem, não posso ajudar a mais ninguém. Se eu não me amar, muito provavelmente não conseguirei amar outra pessoa e não estarei pronta para o exercício de me deixar ser amada. Amar sem necessidade de sobrevivência, apenas por vontade de viver as experiências amorosas em sua essência e plenitude. Não falo só do amor romântico, falo de amor na forma mais abrangente possível, em todas as formas e maneiras de amar.
Parece simples. Então, por que será que não é?
Vamos descobrir juntos, seguindo uma trilha que chamaremos de: “caminhos para o amor”.
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Meus sinceros cumprimentos pelo blog Claudinha!
ResponderExcluirPois, não é na escrita que nos lançamos para além dos próprios limites? Assim sendo, desejo que “transbordes” para muitos leitores.
Abraço Fraterno!
Com que prazer, recebo suas palavras e visita por aqui, querida Cíntia! Espero fazer justiça aos amigos que me leem e que este transbordamento seja de valia para os que me dão a honra de sua atenção. Abraço e beijo das Minas Gerais!
ExcluirObrigada, Marco Aurélio! É com imensa alegria que recebo as palavras de alguém que admiro tanto, que tem elegância na maneira de redigir seus textos e de se dirigir ao outro. Beijo com carinho e gratidão.
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